O Personal Branding se conecta com diversos públicos
- Juliana Farias - Consultora de Personal Branding

- há 6 dias
- 4 min de leitura
O personal branding não é para um único tipo de público — ele se conecta com diferentes universos. Não estamos falando apenas de líderes, mas também, de profissionais que desejam se destacar no mercado.
Aqui, estamos falando de jovens que estão começando as suas carreiras, mulheres que foram mães e realizaram o seu maior sonho ou profissionais com mais de 50 anos e com muita experiência de mercado.
Em outras palavras: o personal branding é uma ponte que une pessoas, histórias e oportunidades. Confira como o personal branding se conecta com diversos públicos.
Geração Z

A Geração Z é conhecida por ser uma geração hiper conectada, inclusiva, e com voz própria. Esta geração é autêntica e precisa estar ligada a um propósito maior para se manter engajada. Querem mais diálogo e menos conflitos em suas relações.
Conforme divulgado no Portal G1 – Trabalho e Carreira, no Brasil, os jovens de 18 a 24 anos, que fazem parte da Geração Z, têm permanecido por volta de 12 meses no mesmo emprego, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho. Essa rotatividade, chamada de job hopping (salto de emprego), chegou a índices bem altos em 2024.
Para eles, o trabalho precisa fazer sentido, refletir seus valores e oferecer aprendizado constante. Quando isso não acontece, definem que é a hora de ir para outro lugar. Por outro lado, esse fenômeno acaba por gerar uma resistência na hora de serem contratados pelas empresas.
O personal branding é uma ótima opção para o desenvolvimento do autoconhecimento e da comunicação da Geração Z, abrindo o campo para novas oportunidades.
Mais do que nunca essa geração precisa investir na sua marca pessoal e conquistar o seu espaço!
Profissionais com mais de 50 anos

Apesar de ter havido uma melhora nos índices de contratação de profissionais com mais de 50 anos entre os anos de 2023 e 2024, de acordo com os dados do Ministério do Trabalho e Emprego, retornar para o mercado de trabalho nesta idade ainda é um desafio. (Fonte: Portal G1)
Tenho acompanhado relatos de amigos e clientes que mencionam a dificuldade de se recolocar no mercado de trabalho nesse período da vida. Muitos saem da empresa após 20 ou 30 anos de trabalho e não sabem por onde começar. Outros percebem que o salário anterior é muito superior ao que é oferecido, ou recebem ofertas de emprego para posições muito divergentes das que ocupavam anteriormente.
Alguns mencionam que tiveram que enfrentar o chamado etarismo, preconceito em relação à idade e, principalmente, atrelado ao uso de tecnologias. Entretanto, sabemos que a experiência profissional desses profissionais conta E MUITO para o mercado de trabalho e não podemos desperdiçá-la.
A questão aqui é entender quais competências se tornam diferenciais e os melhores canais de contratação.
O personal branding pode ajudar com essas questões e também na melhoria do processo de comunicação, ampliando as possibilidades.
Se você está passando por esse momento, invista na sua marca pessoal e mostre o seu diferencial para o mercado!
Mulheres que são Mães

Sempre fui uma pessoa muito dedicada à minha carreira. Por isso, investi bastante recursos no trabalho e nos estudos antes de ser mãe.
Eu engravidei com 34 anos e estava trabalhando em uma empresa que me dava benefícios maravilhosos pensando no pós-maternidade, mas que, ao mesmo tempo, me cobrava uma dedicação e performance em altíssimo nível.
Quando o barrigão já estava desse tamanho aí da foto, antes de sair de licença-maternidade, me bateu um medo muito grande de como seria quando meu filho nascesse.
Me questionava se eu conseguiria lidar com tudo ao mesmo tempo e se a minha produtividade se manteria a mesma no trabalho e em casa.
Quando voltei a trabalhar, a cobrança foi além, pois também tinha que encarar viagens, gestão de desempenho com muitas metas, reuniões, projetos, e etc. Mas, no final, consegui fazer as minhas entregas e bater todas as minhas metas, graças a Deus. E em algum momento, me questionei e me culpei: "será que dei a atenção devida ao meu filho nesse período?"
E foi bem nesse momento, que a área passou por uma reestruturação e acabei saindo da empresa. Sim, acho que entrei para estatística. Segundo uma pesquisa divulgada no portal FGV, há imediata queda no emprego das mães ao fim da licença-maternidade e, depois de 24 meses, metade delas saem do mercado – na maior parte das vezes, por iniciativa do empregador.
Pois é, todo meu empenho e meu esforço em seguir amamentando, acordando de madrugada, e batendo as minhas metas, foi reduzido, a um "faz parte do jogo".
Depois de passar por isso, nem sempre é tão fácil encontrar um novo caminho para recomeçar.
A terapia e o personal branding me ajudaram muito com esse recomeço.
Se você se identificou com a minha história ou conhece alguma mulher que passou pelo mesmo, me mande uma mensagem ou encaminhe esse perfil. Eu vou adorar poder ajudá-la!
Seja qual for a sua faixa etária ou o seu momento de vida e carreira, vale a pena investir em algo muito valioso, você!








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